Aaaah! Segunda-feira! =D

Agosto 10,2009

Finalmente ela chegou!
Nada como acordar de madrugada, tomar banho gelado por conta do chuveiro queimado, beber café requentado com gosto de bosta e coado na meia de mendigo, pegar busão lotado e  uma tiozinha tossir e pigarrear na sua orelha com aquele bafo matinal, brincar de tetris humano no metrô lotado amassando toda a camisa, ter como o único lugar vago na lotação o 1/4 de banco que a balofa metida a sexy deixou propositalmente pra te passar um xaveco, chegar atrasado na reunião, descobrir que um vírus na rede detonou o relatório que você demorou 1 mês pra fazer e iria apresentar hoje…
E nem chegou ao meio-dia ainda!
Aaaah… Eu adoro a segunda-feira!

:: Ouvindo “Vai toma no cú – Cris Nicolotti” ::

Recebi um telefonema no começo da semana passada. Do outro lado da linha minha tia me convidava para o aniversário de 50 anos de casada dela.
Nada de empolgante, mas depois de contar rápido no dedos os meses que não a via bateu uma pontinha de dever a ser feito.
É minha madrinha, talz, mas Assis é longe pra porra! E pior: Não tem quase nada pra fazer.
Depois de um papo rápido e sabendo que a família em peso iria para lá, resolvi partir na sexta a noite.
Viagem tranquila, 6 horas de estrada.
Na noite seguinte descobriria que ia valer a pena ter ido.
A festa rolou até as 22h do sábado. Depois disto só restaria dar uma volta na avenida principal e ver o que acontecia na cidade.
Em uma rotatória, uma morena dava sinal de farol anciosa para entrar na via. Parei e dei um toque cedendo. Sorrisos trocados, ela segue na minha frente.
Segui atrás por algumas quadras e lá na frente, onde a avenida começa a subir, o semáforo ia fechando.
Resumo: A mina bateu no meu carro.
Pra falar a verdade só encostou. Tava no farol e o carro dela desceu um pouco na ladeira. Mulher dirigindo já viu, né?!
PAUSE ||:
Não é machismo, mas porque quase toda mulher que dirige tem tanta dificuldade em ladeira?
PLAY >:
A mina (top!) saiu tremendo e pedindo desculpas. Muito gata mesmo! Na hora era impossível não analisar a “funilaria” da motorista e até esqueci a cagada que ela tinha feito.
Após uns 30 seg de explicações e desculpas, lancei um “…Bom, pelo menos vou conseguir seu telefone com isso…“.
Ela parou, pensou uns 3 seg e lançou uma sorriso show de bola.
Resumo da ópera?
Saimos, conversamos, bebemos, e dormi na casa dela. Os detalhes o tio não vai conta, porque tem criança lendo.
Hehehe

Ai, ai… Se toda batida de carro fosse assim, eu já estaria amarrado!

:: Ouvindo “Boom Boom Pow – Black Eyed Peas” ::

O saco do travesti

Agosto 5,2009

Aconteceu hoje, voltando do almoço.
Estava de carona com um amigo aqui da empresa e passávamos por São Bernardo. Eu estava no banco de trás conversando com o Pedro. O carro parou num semáforo e eu, distraído, olhei para o lado.
Não entendi de imediato o que estava vendo.
Era uma bunda, sem dúvida nenhuma, semicoberta por uma microssaia. Só que ao final da caneleta central, ao contrário do que se poderia esperar de uma bunda tão feminina e delicada, havia um saco.
Sim, um saco!
Tratava-se de um travesti que, debruçado sobre a janela do carro vizinho, deixava na minha cara aquela visão horrenda. E ainda bem que havia um vidro entre nós.
Levei um susto, olhei depressa para o lado, mas já era tarde: surgia mais um trauma.
O Big Mac tá revirando até agora no estômago.
Blagh!

:: Ouvindo “Garrafada do Norte – Bezerra da Silva” ::

Cof, cof, cof…
Calma gente, não é gripe suína não.  É poeira mesmo. Muuuita poeira.
Faz tempo ein?! A quase 1 ano estou esboçando um retorno aqui.
Pra falar a verdade nunca me afastei.
Sempre visitava e flertava com a tela em branco. O medo de tornar público algumas coisas me freava.
Era para estar morto.
É isso mesmo que acabou de ler. Mortinho da Silva, gelado, com flores amarelas sobre mim e a 7 palmos do chão.
Este foi o motivo. Mas felizmente foi resolvido com o tratamento.
Talvez um dia eu coloque aqui a história toda.
Depois de muito refletir, estava de mãos dadas com o destino que acabara de gargalhar, ao me ver perdido em desatinos: “É negrim, seu destino é a solidão.”
É… Doença, meia dúzia de relacionamentos, finais bruscos e terríveis. Com certeza eu era o problema, e disso não tive dúvidas.
Me resguardei. Resolvi ficar triste e escrever poesias ao invés de postar o cotidiano.
Poeta triste é sensacional, já dizia meu mestre Júlio: “Entristeça, mesmo que de mentirinha. Aí você vai ver o que é escrever uma poesia com a alma e o sofrimento digno de um amor ingrato!”
Estava em uma época de poucos amigos. Trabalho estável e lucrativo. Mercado novo, reuniões e comprometimentos. Universidade finalmente engrenada em um curso delicioso e fluente. Mas poucos amigos. Conhecidos e convenientes muitos, isso não tem como escapar. Porque de trabalho, estudos e vizinhanças convivendo de aparências, sempre.
A alguns meses decidi voltar a escrever. Escrever valendo, colocar em palavras as minhas angústias, solidões, medos e passados. Antes eu escrevia para meu computador. Depois de um tempo, tentava voltar ao blog.
Ah, lembro que era uma delícia escrever neste espaço! Antigamente somente alguns amigos o liam, coisa bem íntima e pessoal. Contava muito da minha vida. Eram contos tristes, alegres, descontraídos, perdidos em pensamentos.
Apenas a vida pedindo socorro.
A cada dia, eu me perdia aqui em controvérsias e desatinos da minha incompatibilidade vivencial. E assim me arrastei por longos meses. Problema que a coisa começou a ter audiência inesperada. Pessoal da universidade, amigos que há tempos não via, familiares. Todos meus familiares! Conheceram muito de mim por ali. E isso minou minha intimidade com o blog.
Mas uma coisa eu digo: este blog me salvou.
Reler, dar sentido, expressar, reconhecer e ser reconhecido.
Isso não pode parar. Nem deve.
Escrevi muita coisa neste meio tempo e chegou a hora (até passou!) de posta-los aqui.
Tô mais cheio de novidade que penteadeira de puta.
Preparem-se. A poeira foi sacudida.
O bom filho a casa torna.

:: Ouvindo – “Sutilmente – Skank” ::

Resposta ViV

Junho 20,2008

A resposta que resolve quase todos os seus problemas

Ontem foi um dia atípico na empresa onde trabalho. Tivemos pouco serviço, nem pude acreditar. Porém, é estranho. A sensação de ficar cinco minutos à toa me causa pânico. Preciso de ocupação constante, senão fico inquieto, só pensando em coisas nada boas, como, por exemplo, na estupidez da minha vida e, menos profundamente, em respostas que sirvam para quase todas as questões não-existenciais. Algumas banais, outras que lhe causariam constrangimento caso você não tivesse perdido tempo lendo isto aqui.
Apenas para dar uma idéia da gravidade que cinco minutos livres no meu dia podem causar a meu cérebro besta, vamos analisar a seguinte frase:

“Gosto, mas não como todo dia.”

Semanticamente falando, normalíssima. Lexicalmente, paupérrima. Lingüisticamente, simplíssima. Não obstante, perfeitíssima, batutíssima, sumpimpíssima!
Exemplos práticos. Imagine a seguinte situação:
- Olá, vossa excelência, senhor presidente do mundo. Vossa fudidíssima benevolente pessoa gostaste de bucho de bode? – pergunta o capacho.
(Ele odeia, mas não pode perder um voto na próxima eleição. O que fazer? Resposta ViV!)
- Gosto, mas não como todo dia.

Outro exemplo, muito corriqueiro:
- Arnaldo Jabor, meu cronista favorito. Você gosta de loiras?
- Gosto, mas não como todo dia.

(Contexto, o garoto foi conhecer os pais da nova namorada.)
- Beltrano, meu amor. Gostou de mamãe?
(Naturalmente, ele odiou a porca velha. Mas, não pode contar à garota, senão o namoro vai pro saco. Porém, não priemos cânico, temos a resposta ViV para tais situações. Importante, preste atenção no tempo verbal correto.)
- Gostei, mas não comeria todo dia.

- E aí, popozuda. A cadelinha tem telefone? - pergunta o malandrão.
- Tem sim. Mas você gosta de cachorros?
(É evidente que ele não gosta de cachorro, mas está a fim da mina. Portanto, resposta ViV!)
- Gosto, mas não como todo dia.

:: Ouvindo “75,Brazil Street – Nicola Fasano & Pat Rich” ::

Pega ladrão!

Junho 17,2008

Eu estava passando para pegar meu celular na assistência técnica ali na Rua Tuiuti, no Tatuapé, aqui em Sampa, perto da Silvio Romero ,do shopping e de uma praça, quando eu vi um cara barbudo de uns 30 e poucos anos mais ou menos, com uma mochila, jogando uma pessoa mais gordinha e menor contra o muro de uma casa, numa descida, e sair correndo. Pensei: “Caralho!!! Olha a treta dos manos!“. Nisso sai um negão a milhão de dentro de uma casa, atravessa a rua na minha frente que nem um desesperado, dando umas passadas de corredor de 100 metros rasos, usando umas luvas daquelas grossas, que a gente usa pra mexer em arame-farpado, e intercepta o barbudo na calçada, dando uma voadora. Foi quando eu escutei berrarem assim: “Pega ladrão! Ele roubou minha carteira!!!“. Olhei pro lado e vi que era a pessoa que havia caído no chão, e que era uma velhinha de uns 75 anos. Tudo isso muito rápido, só de virada de cabeça.
Olhei a muvuca que fica ali perto do shopping e vi o barbudo escapando do negão. Daí bateu em mim aquela coisa louca que bate na gente quando a gente vê filhadaputices desse naipe e eu corri numa praça pela contramão, fazendo um atalho, ultrapassando a correria dos caras e empurrando um carrinho de hotdog na frente do barbudo, que parou e puxou uma faca pro negão, daquelas que a galera usa pra almoçar em boteco, com ponta e serras, cabo branco de plástico.
Na mesma hora eu puxei pra fora da bolsa com um guarda-chuva, berrando pro cara largar a faca, senão eu ia arrepiar a cabeça dele com ele. Ele arregalou os olhos pra mim, eu achei que ele ia vir pra cima, e já me preparei pra arrebentar a jaca dele com uma cacetada absurda, quando o negão aproveitou a hesitação do barbudo e picou uma outra voadora nele. O cara jogou a faca longe e largou a mochila e a blusa de lã pra sair correndo, e eu e o negão cercamos ele no muro, sem chegar perto. Eu com o guarda-chuva na mão e o negão só na voadora. Nisso, do nada, aparece um camarada meu de moto e pergunta: “Porra PH, o que tá havendo?!?“. Eu falei pro cara que era um ladrão que havia roubado uma velhinha. Meu camarada sumiu.
Daí o barbudo correu pro outro lado da praça e ficou de longe olhando e xingando a gente, ele queria a mochila e a blusa dele de volta, eu acho. Nesse momento apareceram dois caras de terno e gravata (eu também tava, mas foda-se), segurando a velhinha, que disse que ela havia conseguido pegar a carteira dela de volta. Olhamos pra ela e vimos que ela estava com um puta talho na mão esquerda, ele cortou a palma da mão dela de lado a lado, e bem fundo. Saía muito sangue e estava cheio de areia. Ela tremia que nem vara verde. Eu olhei pro negão, pros caras de terno e todo mundo olhou pro barbudão que olhava tudo do lado de lá da praça. Não deu outra.
Disparamos atrás dele, os três, enquanto o outro cara de terno amparava a velhinha. Eu peguei minha bolsa e joguei nas costas pra correr mais rápido e o barbudão passou sebo nas canelas. De repente um taxista que vinha do sentido oposto, se ligando na parada, jogou o carro em cima do barbudo e fez com que ele fosse obrigado a subir na calçada, justamente onde o negão acabava de surgir. Os dois se agarraram, e o barbudo dava porrada da mesma maneira que levava. Foi quando eu colei por trás e dei uma puta joelhada no baço do barbudo. Ele deu uma desequilibrada, e o negão pregou-lhe uma porrada entre os olhos. Quando ele deu uma recuada e abaixou um pouco e eu dei outra joelhada na cabeça dele, coisa de ninja, estilo Chute no Vácuo com Joelhada. O mano de terno chegou em seguida, porque correr de terno e sapato social é foda. Eu dei muita porrada nele, e o negão também. O cara simplesmente não caía. Nessa hora aparece de novo meu camarada de moto, com o capacete na mão, ele desceu da moto e sentou uma capacetada na cabeça do barbudo, que foi o que fez ele cair.
Quando ele caiu, meu camarada deu umas duas bicas no estômago do cara e a gente aglomerou. Eu pisei no pescoço dele e o negão ajoelhou nas costas dele. O cara de terno segurou as pernas. Daí eu corri na esquininha que tinha um cara vendendo umas frutas e peguei um pedaço daquelas cordas de feira pra amarrar o ladrão. Amarrei-o e os caras de terno chamaram a polícia pelo celular. Os policiais chegaram em menos de 5 minutos, muito rápido. Um pouco depois colou uma segunda viatura.
A esta hora a rua que antes estava vazia, já estava lotada de gente em volta do cara amarrado no chão, que nem garrote de rodeio, com os calcanhares presos aos pulsos, em posição fetal. Apareceu a filha da velhinha dizendo que ela já estava no sofá tomando água com açúcar e com o sangramento do corte estancado, embora ela provavelmente fosse precisar de uns pontos e eles teriam que ir pro hospital. Junto com ela apareceram dois irmãos que eram vizinhos dela e um deles era policial militar e estava em casa de folga.
O barbudo olhava pra minha cara, pra do negão e pra dos caras de terno, tipo dizendo assim “Marquei vocês“. A essas alturas meu amigo já havia sumindo de novo, que nem peido. A polícia o desamarrou e o algemou, me devolveram a corda e eu aproveitei e dei o fora. Como ninguém disse que eu ia precisar ir pra delegacia, eu aproveitei antes que tivessem essa idéia e vazei da área, junto com o negão, que eu fiquei sabendo que era eletricista e estava trocando uma fiação numa casa ao lado da rua em que a velhinha fora assaltada.
Eu só fui me dar conta de que estava com o joelho detonado depois. Sorte que eu estou usando um tensor desde ontem, senão acho que teria acabado de foder. Se bem que agora eu já tou sentindo novamente umas pontadas que haviam passado. Na hora em que o sangue sobe a gente se esquece até de que está machucado, é impressionante isso.
E a semana tá só começando… É mole?

:: Ouvindo “Depper Underground – Jamiroquai” ::

Olha que bizarro: Minha mãe me contou hoje que tava reclamando sei lá o que com meu pai ontem da cozinha enquanto lavava louça e em determinado momento ela perguntou algo e não obteve resposta. Chamou uma, duas vezes. Fechou a torneira e foi até a sala. Do nada aparece meu pai descendo a escada com uma mala com algumas roupas aparecendo nas beiradas.
Parou no pé da escada e disse: “Tô de saco cheio. Vou sumir por uns dias. O celular tá desligado. Tchau.”
Girou nos calcanhares e saiu.
E até agora nada dele.
Só aqui mesmo.

:: Ouvindo “Oh Yeah – Foxy Brown” ::

Hoje faz três dias que estou de molho em casa devido ao hit combo que tomei de uma conjuntivite fudida e uma garganta inflamada.
Parece que tomei uma cotovelada no meio da cara e meu olho tá com cor de nota de R$10,00.
Na falta do que fazer (já que não posso sair! Blagh!), mudei os temas, wallpapers e ícones do computador e “tentei” dar uma arrumada no meu quarto, até deparar-me com o seguinte enigma:
Alguém pode me explicar a situação ridícula de eu ter 5 pés de meia solitários?
Não sei o que acontece… sempre some um pé só, nunca o par. Já repararam nisso?
Não divido o quarto com ninguém, então não posso culpar ninguém pelo sumiço. E eu não as jogo no lixo. Juro!
Só posso concluir que elas vão pro “Mundo Perdido das Meias“, que fica do lado do “Mundo Perdido dos Guarda-Chuvas“.
Vai saber…

Ah! Já ia esquecendo… Na falta do que fazer atualizei as músicas de todos posts anteriores e tô tentando arrumar a seção “PHotos” lá embaixo. Assim basta vocês clicarem para poder ver e ouvir o que estava vendo e/ou ouvindo enquanto escrevia aqui, blá, blá, blá, e eu não vou continuar porque senão vocês também vão me mandar ir tomar no cú.

:: Ouvindo “Feuer Frei – Rammsteim” ::

:: Ouvindo “Acima do sol – Skank” ::

Tico e Teco

Junho 10,2008

A cena se repete cada vez com mais freqüência. Uma pessoa me pára na rua. O Tico cutuca o Teco e diz: “a gente conhece esse daí???”
Silêncio… é o Teco procurando a cara da pessoa no fundo da minha memória.
5 segundos passam em câmera lenta, e eu percebo a pessoa ficando agoniada, talvez pensando: “acho que ele não me reconheceu.”
Finalmente o Teco acha a ficha perdida, e eu abro um sorriso idiota: “Fulano!!! Desculpa, você me pegou de surpresa…”
Isso aconteceu 3 vezes em menos de 1 mês.
Sei não…

:: Ouvindo “Allo Cubano – Orichas” ::