Ali
Agosto 9,2009
A tarde estava quente. O vento, lento e preguiçoso. Sua mente voava livre, acompanhava o suave balançar das paineiras de ilusões e alusões.
Aquele jovem solitário gostaria de estar ali com um alguém que deixasse seu coração em paz. Viver em paz e principalmente viver aquele momento para todo o sempre, sem a volatilidade e medo de perdê-lo no dia seguinte. Só assim a efemeridade do tempo passaria mais devagar, como aquela tarde insossa.
E um alguém naquele momento poderia ser um compartilhamento pleno de silêncio. Dividir a delícia do calmo vento. E o melhor de tudo era não estar nem um pouco preocupado com assuntos sérios, palavras condizentes, decisões arrepiantes.
Um alguém que o deixasse à vontade.
Um alguém que o cuidasse.
Uma namorada, quem sabe.
:: Ouvindo “Encontros e Despedidas – Maria Rita” ::
Paixão/Amor acaba?
Agosto 7,2009
Uma paixão muda para amor a partir do momento em que a vontade irresistível de se ver a cada minuto da sua vida torna-se apenas uma saudade suportável. Não que isso seja ruim, pelo contrário!
A paixão nos entorpece. O amor apenas nos faz raciocinar novamente. E como tudo nesta vida é finito, a amor se desgasta. Muita gente não admite este final de relação com facilidade. Outros negam até o fim, para tentar ludibriar o coração — ou pior — proteger-se da inevitável dor da perda de uma companhia, da cumplicidade de uma vida em comum.
Muitas vezes existe uma afinidade e harmonia tão grande que fica até difícil de saber o que realmente está acontecendo. A realidade de um momento em que a vida surge só, no singular da convivência faz com que um vácuo crepuscular domine nossa alma. A vida fica amarga por um tempo, pela ausência inevitável do gostinho de saber que, de fato, existia a sua outra metade.
E não adianta querer simplesmente apagar os resquícios da lembrança, porque estas marcas viram profundas cicatrizes. E cicatrizes são marcas visíveis que servem para alertar, lembrar dos acertos e erros que a ocasionaram.
Os finais de relacionamentos não precisam ser tristes. Podem acabar em amizades duradouras. Podem acabar em esquecimento refletido constantemente em um escudo de dor e medo. Ou simplesmente pode acabar para um, mas continuar vivo por muito tempo para o outro. E esse sim, vai trucidar o pobre coraçãozinho.
:: Ouvindo “537 C.U.B.A. - Orishas“ ::
Conclusão filosófica pós-almoço
Agosto 5,2009
Se você chupa Halls preto e toma fanta uva, você arrota mortadela…
:: Ouvindo “Desabafo – Marcelo D2” ::
Uma flanela, por favor!?
Agosto 4,2009
Cof, cof, cof…
Calma gente, não é gripe suína não. É poeira mesmo. Muuuita poeira.
Faz tempo ein?! A quase 1 ano estou esboçando um retorno aqui.
Pra falar a verdade nunca me afastei.
Sempre visitava e flertava com a tela em branco. O medo de tornar público algumas coisas me freava.
Era para estar morto.
É isso mesmo que acabou de ler. Mortinho da Silva, gelado, com flores amarelas sobre mim e a 7 palmos do chão.
Este foi o motivo. Mas felizmente foi resolvido com o tratamento.
Talvez um dia eu coloque aqui a história toda.
Depois de muito refletir, estava de mãos dadas com o destino que acabara de gargalhar, ao me ver perdido em desatinos: “É negrim, seu destino é a solidão.”
É… Doença, meia dúzia de relacionamentos, finais bruscos e terríveis. Com certeza eu era o problema, e disso não tive dúvidas.
Me resguardei. Resolvi ficar triste e escrever poesias ao invés de postar o cotidiano.
Poeta triste é sensacional, já dizia meu mestre Júlio: “Entristeça, mesmo que de mentirinha. Aí você vai ver o que é escrever uma poesia com a alma e o sofrimento digno de um amor ingrato!”
Estava em uma época de poucos amigos. Trabalho estável e lucrativo. Mercado novo, reuniões e comprometimentos. Universidade finalmente engrenada em um curso delicioso e fluente. Mas poucos amigos. Conhecidos e convenientes muitos, isso não tem como escapar. Porque de trabalho, estudos e vizinhanças convivendo de aparências, sempre.
A alguns meses decidi voltar a escrever. Escrever valendo, colocar em palavras as minhas angústias, solidões, medos e passados. Antes eu escrevia para meu computador. Depois de um tempo, tentava voltar ao blog.
Ah, lembro que era uma delícia escrever neste espaço! Antigamente somente alguns amigos o liam, coisa bem íntima e pessoal. Contava muito da minha vida. Eram contos tristes, alegres, descontraídos, perdidos em pensamentos.
Apenas a vida pedindo socorro.
A cada dia, eu me perdia aqui em controvérsias e desatinos da minha incompatibilidade vivencial. E assim me arrastei por longos meses. Problema que a coisa começou a ter audiência inesperada. Pessoal da universidade, amigos que há tempos não via, familiares. Todos meus familiares! Conheceram muito de mim por ali. E isso minou minha intimidade com o blog.
Mas uma coisa eu digo: este blog me salvou.
Reler, dar sentido, expressar, reconhecer e ser reconhecido.
Isso não pode parar. Nem deve.
Escrevi muita coisa neste meio tempo e chegou a hora (até passou!) de posta-los aqui.
Tô mais cheio de novidade que penteadeira de puta.
Preparem-se. A poeira foi sacudida.
O bom filho a casa torna.
:: Ouvindo – “Sutilmente – Skank” ::
Realidade intransponível
Junho 11,2008

:: Ouvindo “Acima do sol – Skank” ::
É hoje!
Junho 3,2008
Putz! Agora que me dei conta… E pior que já tá quase na hora, ai caraio…
Bom, me desejem sorte!¡!
Ah, e depois eu conto tudo viu?!
:: Ouvindo “Virtual Insanity – Jamiroquai” ::
Sr. Tempo Bom
Dezembro 5,2007
Acho que minha fase de boas coisas está em alta.
A semana passada foi ótima e esta nem chegou ao meio está se saindo melhor ainda.
Se continuar assim, jogarei na SENA no sabadão. Se ganhar, acho que darei 1% do prêmio a cada visitante do blog.
Ou não.
:: Ouvindo “Sr. Tempo Bom - Thaíde & DJ Hum” ::
Lá e de volta outra vez…
Outubro 2,2007
:: Ouvindo “Por una Cabeza – Carlos Gardel” ::