Para Pasárgada!
Dezembro 29,2007
Não sei se amanhã eu volto a postar antes de sair, mas é muito provável que não. E se nós não nos vermos antes do fim do ano, fica o meu recado: curtam pra caralho, façam muita merda, zoem o máximo possível com responsabilidade e principalmente bom humor. Só não esqueçam de me contar depois.
Se você quiser ficar aqui espiando as paredes, beleza. Só não repare na sujeira. É que o pessoal que vem aqui anda entrando sem limpar o pé no capacho.
Ah, e não se esqueçam de usar camisinha e escovar os dentes após as refeições.
Aquele abraço pra quem fica. Fui!¡!
Ânu qui vein tamu aí di vorta! =P
Tempus Fugiti
Dezembro 29,2007
Heyta ferro, ainda bem que o expediente por hoje tá acabando pra mim. Esta semana (e a passada) foi tanta bucha que mais um pouco eu mandava todo mundo pra putaqueopariu e me mudava pro Camboja.
Parece que quanto menos tempo tenho, mais dá vontade de escrever por aqui. Até pra coçar a orelha esquerda com a mão direita tá difícil arranjar uns segundinho. Trabalho, facul (já, acredite!), baladas, festas, família…
Affffffffff… Tá osso!¡!
Mistério
Dezembro 28,2007
Esta deve ter sido a primeira quinta-feira não pé-no-saco que eu vivi nos últimos anos. Sei lá que porra tá rolando que hoje que ninguém me encheu o saco, ninguém me pressionou com prazo algum, ninguém me sobrecarregou com trampo de qualquer natureza e ninguém me telefonou durante o almoço pra perguntar coisas idiotas.
Impressionante.
Direto do celular
Dezembro 15,2007
É… Realmente o natal chegou a São Paulo.
Ontem encontrei este “trenó” aqui em cima no começo da Avenida Paulista. Tinha um boi de fibra de vidro na caçamba usando um gorro vermelho, exatamente como o motorista que o conduzia.
Pra melhorar o quadro todo, o “trenó” tocava músicas natalinas cantadas pelo Sérgio Reis…
Acredita?
=)
TPM
Dezembro 7,2007
Muitos amigos me falam que eu devo trabalhar no céu. “Você deve se sentir num harém rodeado de tanta mulher”, falam alguns.
São ao todo (só no meu turno/setor) 274 mulheres e 16 homens. Faça as contas aí! 274 dividido por 16, vai 1, sobe 2, multiplica pela raíz de x ao quadrado mais Pi, menos os 2% da margem de erro e… Isso! Quase 18 pra cada homem.
Se você tirar os que não são, assim, éh, “homens”, a coisa desbanca lá pra casa das 22 pra cada cueca.Para alguns, isso é o paraíso. E se isso é o paraíso, quando morrer vou querer passar as férias no inferno.
Por que?
Bom, primeiro vou pedir desculpas ao público feminino que visita o blog, mas no final, vocês me darão razão.
Vou tentar explicar…
Todo carro tem algumas siglas que ninguém faz a mínima idéia pra que serve: MPFI, RN, GL, e por aí vai. Só iremos saber o que significa quando dá problema e o mecânico nos dá um puta orçamento quando um destes trecos dá pane. A mulher só tem uma sigla: TPM. Dá pane todo mês e nenhum mecânico consegue consertar (ou será aturar?).
Sinceramente não sei o que acontece. É incrível o que um tom de voz mais alto ou uma atenção não dada em tempo hábil pode causar no ânimo destes seres.
Como nós (homens), somos os principais atingidos (será?) por panes desta sigla, solicitei a alguns amigos (e amigas!) meio “filósofos de boteco” que me ajudassem a decifrar esta ‘maledeta’…
Eis o que saiu:
TPM >
- Todos Problemas Misturados;
- Tendência a Pontapés e Murros;
- Temporada Proibida para Machos;
- Tocou, Perguntou, Morreu;
- Tente no Próximo Mês;
- Tô Pirada Mesmo;
- Tempo Pra Meditação;
- Tendência Para Matar;
- Tira as Patas, Moleque;
- Tenha Paciência, Meu;
E para finalizar:
- Total Paranóia Mental;
E aí? É mole trabalhar com tanta mulher assim?
=P
:: Ouvindo “So what’cha want – Beastie Boys” ::
Invente um especial de fim de ano
Dezembro 6,2007
É gente. O fim do ano tá chegando.
Nessa época, o povo costuma pensar em novos planos, novas metas para o próximo ano. “Ai, tomara que neste ano aí as coisas dêem mais certo pra mim…“. Não é sempre a mesma coisa?
Todo fim de ano é a mesma merda. Parentes que você só vê nesta época do ano fazendo as mesmas perguntas de um ano atrás, promessas que quase nunca são cumpridas, e o melhor (ou seria o pior?): especiais de fim de ano na TV. Roberto Carlos, Xuxa e os duendes, filmes dos Trapalhões, “Hora da virada” com o Faustão, missa com o Pe. Marcelo Rossi, e por aí vai…
Cansado de tudo isso, o Vida In Vitro resolveu inovar.
Está aberta a competição “Invente um especial de fim de ano“!
Pode ser do que você quiser e sua cabecinha permitir. Basta deixar um comentário aqui com o nome do especial que você gostaria de ver. Um grupo seleto de juízes que não patinaram no gelo irá avaliar seu especial e dependendo como for, o desenvolverá pra você! =)
Óh! Já penso? Seu especial passando no Youtube e sua vó orgulhosa comendo um tender na noite de 24/12 assistindo tudo?
Isso que eu chamo de presente de natal!
O prêmio? Bom, estamos pensando nisso ainda, mas ele sai antes do embargo da CPMF, pode deixar. Papai Noel irá entregá-lo a você junto com 3 anões strippers besuntados em azeite de oliva cantando Jingle Bells.
Se você não gostar do prêmio, pelo menos irá rir pra porra com os anões…rs
:: Ouvindo “O meu sangue ferve por você – Sidnei Magal (remix DJ Patife) ::
Sr. Tempo Bom
Dezembro 5,2007
Acho que minha fase de boas coisas está em alta.
A semana passada foi ótima e esta nem chegou ao meio está se saindo melhor ainda.
Se continuar assim, jogarei na SENA no sabadão. Se ganhar, acho que darei 1% do prêmio a cada visitante do blog.
Ou não.
:: Ouvindo “Sr. Tempo Bom - Thaíde & DJ Hum” ::
Pra ver o natal chegar
Dezembro 4,2007
Grande multidão se junta a beira do lago do Ibirapuera, na folia de ver a dança das águas. Entronizadas na cerca viva, 2 freiras aguardam a glória que fica, eleva, honra e consola – abençoar a árvore da cidade que seria acesa na ocasião. Mas, diabo, quando irá começar a apresentação? “Falaram que ia ser as 19h30 meu velho, mas como tá claro ainda acho que vão enrolar um pouco mais…“, diz um soldado da Polícia Militar. Domingo, 2 de dezembro. A fonte no meio do lago está com o jato principal ativado ao máximo pra manter o povo ancioso e entretido. A árvore, localizada perto do obelisco dos revolucionários de 1932 se espicha por mais de 60 metros de altura. Sem pressa, o povo transita de lá pra cá, no final da tarde.
Clamando por Deus (e também pelos netos), velhinhas arfavam no meio do povo, apoiando-se nas árvores. Ave, essa fonte. O alvoroço do palanque da árvore atrai os sem-teto da região. Crianças trepam nos ombros dos pais, um tumulto. Ninguém sabe lá o que é a dança das águas. Conhecido, só verbo “dançar”. No sacanês, todos sabem o que significa. O garoto Ednilton – “É-di-nil-ton, ouviu?” -, vendedor de fitinhas, arrisca a utilidade da bicha: “Se eu não vender muito hoje, eu é que vou ‘dançar’ em casa hoje!“, responde, a sorrir os pré-molares. A curiosidade o vence, quer saber a verdade. “Hum! A água vai dançar mesmo?”.
Às 19h20, os carros são desviados para outra via e a avenida Ibirapuera é bloqueada. Engasgado de emoção, o locutor anuncia a estrela: “Está chegando a hora! A árvore que trará o espírito natalino à São Paulo!“. Baixinhos dão pulinhos. Velhinhas estendem as mãos, pensam que estão diante de um fogo bíblico. O prefeito vai ao microfone, agradece aos céus e ouve a criançada gritar o duplo sentido: “Dança! Dança! Dança!“. “Que a espetáculo da dança das águas e da árvore de natal da cidade, jamais sejam esquecidas!“, exalta o locutor. E tome xingo dos sem-tetos presentes ao prefeito e tome também o Hino do Corintians, rebaixado pra série B do futebol minutos antes. Bandeirolas e braços dão ritmo a esse “momento mágico”.
As luzes do parque se apagam e inicia-se o show. No meio do lago, jatos de água iluminados com luzes coloridas são lançados pra cima, pra baixo, pra um lado, pro outro, giram a dezenas de metros conforme intensidade do som dos clássicos natalinos, alguns cantados por Andrea Boceli, Luciano Pavaroti e Elton Jonh. “Não tinha nenhum cantor em brasileiro pra gente entender não?“, pergunta emburrada uma mulher ao lado.
Após um tempo de espetáculo, no palco da árvore, começa a contagem regressiva para acende-la. “…3, 2, 1“, e… nada. Olhares frustrados. Para amenizar o desconforto, o gogó de ouro grita do palanque: “Essa árvore nunca se apaga!“. Alguém verificou o plug na tomada? Novamente começa a contagem regressiva, a árvore é cercada de olhares atenciosos, que brilham infantis ao som de músicas natalinas. E o que dá: a árvore, outra vez, sem brilho. Alguém verificou o plug na tomada? “Que coisa, criatura, num vai acender esse troço não?“, comenta outra. Apressado, o prefeito tenta apertar pela 3ª vez o bendito botão vermelho no meio do palco, vermelho como uma pimenta.
Sem entender o charivari, uma menina enfia os dedos nos ouvidos, mas é alertada pela senhora-sua-mãe: “Não é bomba, não! Ele só faz acender!“. Desconfiada, a menina continua a preservar as orelhas.
Corre-corre no palco, um pergunta aqui, outro ali e finalmente a árvore acende. Palmas, gritos, assobios, fogos, chuva de neve artificial seguida de hinos natalinos mais altos nos alto-falantes seguem-se daí. Ao fim do fuzuê do palco, o prefeito volta-se para a saída lateral, protegido por 21 seguranças. Desce a avenida, seguido pelos sem-teto. Uma amiga pergunta à enfeitada morena que contempla a despedida: “Cadê Adalberto que não veio ver a árvore?“. Ajeitando o boné roxo, responde com destempero: “Ainda bem que ele não veio… Ia dizer qualquer coisa de ateu e eu não ia gostar“.
Depois da fúria, a calma dos que retornam aos calos do cotidiano. “Quem quiser acender minha árvore lá em casa…“, brinca o vendedor de água-de-coco, enquanto meninos furam os balões deixados pela organização. Pista liberada, um Corola preto tenta costurar entre o povo que insistia em ficar na avenida. No banco de trás, a noiva concentra os dedos no nariz, como quem o assoa; mas é reza. Benze-se e pede ao motorista que vá em frente, com a suavidade dos que acendem alguma chama particular.
:: Ouvindo “Virtual Insanity – Jamiroquai”