Galera: Desculpa!
Prometi a vocês que tentaria manter o trem aqui funcionando, mas sabe aquela fase onde tudo acontece ao mesmo tempo?¿
Então… É +/- uma dessa que estou enfrentando…
Só peço que não abandonem este pedaço tosco da net e entrem dia ou outro pra fuçar um pouquinho aqui.
Relaxa!
Breve, breve, notícias quentinhas! Boas e más também, porque ser humano é foda!

Um giro nas notícias…

Outubro 5,2007

Drummond

Outubro 5,2007

A bunda, que engraçada

A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda
redunda.

Fast and Curious

Outubro 4,2007

Está decidido: Mogi realmente é uma cidade estranha.
E o melhor é que você não precisa conhecer a cidade toda pra deduzir isto! Conheço só o percurso entre a estação de trem e o trabalho e já me foi suficiente para ver coisas que lhe dão este mérito. O blog já contém algumas histórias e fotos que comprovem o isto, mas para dar mais base a você, lhe pergunto: Você já viu um carrinho de catador de papelão assim?

catador-tunning.jpg

Pois é… Foi lá que encontrei esta “Ferrari”.
Estava chegando à empresa quando um ser humano me passa na avenida conduzindo este acima.
O dono deste, é, bom, “possante” (como o dono o chama) é o Sr Gevailson, homem de 42 anos de idade e 3 dentes na boca. Foi construído por ele e seus 2 irmãos (Vancisley e Cleisson) para ser o “protótipo dos carros de catar papelão do futuro” (palavras do mesmo).
Quando o questionei por que deste projeto pioneiro, ele foi categórico na resposta: “Cansei de ser atropelado na rua e os outros não me verem, freando encima, sabe… Tá certo que quando tomo umas pinga também não vejo muita coisa, mas nesse ‘possante’ aqui me sinto mais protegido. Os carros desviam de mim quando tô nele…“.
E realmente não é pra menos. O “possante” do Sr Gevailson tem acessórios que muito carro que circula por aí não tem: para-brisa com limpador elétrico, lanternas frontais e traseiras, toca-fitas, retrovisores, setas e um ventiladorzinho interno “pros dias de calô”, como diz o cabra.
É mole?

::Ouvindo “Tokio Drift – Teriaky Boyz”

Bom dia, boa tarde, boa noite…
Hoje venho até vocês para lançar mais uma categoria no blog: Bodiados.
Para os mais leigos, “bodiado”, é aquele ser que você encontra dormindo jogado ou balançando de um lado pra outro, com a bocona aberta e babando no busão ou metrô. Vai falar que você nunca viu um ou até já foi um ser desse?! Rs
Sempre tive vontade de colocar este tipo de cena cotidiana em avaliação. Acho que por aqui, a veiculação e discussão sobre a mesma terá a repercurssão desejada.
Pensando assim, saio munido de uma câmera todos os dias e retrato essa “figuras” que causam ódio e riso entre as outras.
Mas não é só isso!
Deixo um cartão no colo da “celebridade do dia”, informando que ela foi fotografada babando encima da pessoa sentada ao lado dela e que entre no blog (sim! o endereço está no cartão!) para ver em que cena tosca ela se encontrava.
Vamos ver a merda que isso vai dar…
Hoje, vou colocar a foto da celebridade nº 1. Ela se encontrava em tal estado no trem com destino a Mogi das Cruzes que um pequeno “público” sentou do outro lado para visualisa-la e fazer apostas pra que lado ela ia cair.
O melhor é que as duas pessoas que estavam do seu lado gostaram da idéia e ficavam brincando de ping-pong com ela, com o auxílio dos ombros. A cena durou quase uns 30 minutos e divertiu um vagão inteiro quase.
Agora, sem mais delongas, apresento a celebridade nº 1 da série “Bodiados”:

imag047.jpg  imag048.jpg  imag049.jpg

Eu filmei um trecho desta cena, mas o formato do arquivo não é compatível aqui… Mas aguarde! Darei um jeito nisso, hehehe.
Bom ser humano… Fique ligado! O próximo a ser flagrado pode ser você!¡! =)

Tudo aquilo que tem um início, tem um fim.
Eu vejo o fim se aproximando… Eu vejo as mudanças ocorrendo… O futuro certo tornando-se incerto.
Há tanta coisa pra arrumar. Tanta coisa pra pensar, projetar, tentar… Antes, a cara e a coragem faziam a vez do capitão e o pelotão de frente disso tudo, mas agora as lembranças e o medo me  retêm os próximos passos.
Como se retorna o curso de uma antiga vida? Como seguir em frente? Quando, no íntimo, começa-se a entender que não há mais volta para algumas coisas?
Há certas coisas que o tempo não pode curar. Algumas feridas são tão profundas que duram para sempre.
E o tempo, mais uma vez, tem tornado-se o pior de todos os castigos. Ele joga em cima de você todas as coisas de uma vez e continua correndo desenfreado, não esperando soluções extensas, sendo necessário dividir-se em 2 para que tudo possa ser feito.
Queria que muita coisa tivesse (ou não) acontecido… (Assim como todos que vivem para ver tempos assim, mas não cabe a eles decidir. Temos de decidir apenas o que fazer com o tempo que nos é dado)
Mas, enfim, chegou a hora da grande jogada. Os dados na mão, cartas na mesa… Alea Jacta Est!
Tragam alvas folhas, preparem os posts e os scraps: Uma nova história começa a ser escrita a partir deste momento.
Aprendi que devo ir e vir na história deste livro de cabeceira chamado vida, mas que não cabe só a mim contar/ler parte dela. Como cada um tem uma interpretação diferente dos “capítulos”, conto com você para dar sua opinião até que o conto da carochinha chegue ao “felizes para sempre”.
Nem sempre será possível se dividir em 2, como disse acima (você, fino leitor que me conhece, sabe do que estou dizendo). Terei de ser inteiro, por muito tempo. Ainda há muito para desfurtar, para ser e para fazer.
Minha parte na história deve e vai continuar.
Até o fim de todas as coisas.

:: Ouvindo “Por una Cabeza – Carlos Gardel” ::