Pra rua me levar

Setembro 28,2007

 Ana Carolina & Seu Jorge – Pra Rua Me Levar
(Ana Carolina / Totonho Villeroy)

Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus, e que não abro mão

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

2x
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
Eu vou lembrar você

É, mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

2x Vou deixar a rua me levar

O porque desta música? Somente nos próximos capítulos…

Ninguém merece…

Setembro 25,2007

A série “coisas que detesto” está crescendo.
Neste grupo tão seleto encontravam-se coisas do tipo: fazer a barba, ter marcas de chupadas no pescoço, arrotar azedo e outras tantas, mais acaba de inserir mais um item neste “hall da fama”: karaokê.
Quer saber porque e quem são os culpados?¿
Porque meus vizinhos arranjaram um aparelho e o usam todos os dias das 10hrs até +/- às 23hrs. E não é somente isso! Como os demais vizinhos tendem a aumentar o volume de seus aparelhos de som para superar o som do outro, estes por sua vez ligaram o dito-cujo num aparelho de som fudido com caixas voltadas para meu quarto com o volume no talo.
Somado a isso seguem-se 2 coisas: as vozes desengonçadas/desafinadas dos fulanos/fulanas que montam campeonatos todo dia pela ‘pior’ pontuação e o repertório das músicas mais toscas da história musical como por exemplo funk, forrós e sertanejos horríveis e desconhecidos, daí pra pior.
Ai… Ninguém merece.

::Ouvindo “Prá rua me levar – Ana Carolina&Seu Jorge”

Toca Raul!

Setembro 24,2007

16/09.Típico domingo em São Paulo.
Pessoas passeam despreocupadas com cara de nada, como se estivessem em transe contínuo.
Já eu, estava tenso. Faltava 1 hora para o ínicio da última prova da 2ª fase da UFABC.
Meu irmão tinha me levado até o metrô Tatuapé, desejado-me boa sorte e se mandou de volta pra casa. Subi a rampa que dá acesso ao metrô para ir ao local da prova (era bem próximo dali) e me virei sentido o shopping novo para cortar caminho e dar uma olhada em algumas coisas pra relaxar um pouquinho. Tá certo que domingo o shopping vive cheio, mas o movimento naquele horário e local estava demasiadamente grande. Entrei e vi uma galera disputando um espacinho na borda do parapeito central, se empurrando e olhando como podia para o térreo. Tocavam uma música lá embaixo e imaginei que seria uma apresentação qualquer, pois tinha gente, mas não tanta para um evento grandioso. Espiei como pude e ví um palco lá embaixo, no hall principal. Como não reconheci quem estava cantando, virei-me e prossegui observando as lojas.
Durante o percurso, vi pessoas (mulheres, em sua maioria) que corriam em direção a concentração de pessoas. A curiosidade bateu de repente e perguntei para uma moça de uma loja quem estava se apresentando. Ninguém mais que Maurício Manieri. Sabe? Aquele do “Uhm, uhm, uhm, baby… Eu ontem tive um sonho…”, lembra? Então, ele mesmo. Como não sei bulhufas do cara e muito menos de suas músicas, segui meu caminho.
Nas minhas andanças cheguei ao terceiro andar. Os parapeitos de lá não estavam tão cheios quanto os dos andares inferiores. Me aproximei e tirei algumas fotos para posteridade.
Neste instante aconteceu uma tosca: Um tiozinho (tiozinho mesmo, tipo cinqüentão) me aparece correndo esbaforido para chegar ao parapeito. Estava naquele momento entre uma música e outra, onde todos batem palmas, pedem mais e a banda pega o fôlego pra próxima. O tiozinho se pendura no parapeito, toma fôlego e grita em plenos pulmões a celebre frase: “Toca Rauuuuuuuuuuul!“.
Aí vem o momento máximo, onde senti vergonha alheia (acho que não tem sentimento pior) pelo Mauricião lá embaixo.
Ele corta o que estava pra falar, olha pra cima (e todos os olhares do shopping acompanhando-o), encara o tiozinho pendurado com uma cara de quem lambeu o corrimão da zona, abre os braços e me lança no microfone: “Eu não sei cantar nenhuma dele!!!“.

Ouvi-se a seguir um burmurinho de peso escárnioso rápido entre a multidão e o Mauricião me vira para o bateirista da banda e pergunta (ainda ao microfone):”Ué, eu deveria saber?“. Putz… Fala sério.

 
 

:: Ouvindo “Problema Social – Seu Jorge”

Olho no lance!

Setembro 21,2007

Bom, como as histórias aqui relatadas serão (em sua maioria) verídicas, hoje vou dar de Sílvio Luiz e postar as fotos do post anterior “Lá vai pomba!¡!” para que você, fino leitor, tenha uma base inicial do que aconteceu e fazer o tira-teima…. hehehe

 Pomba no trem Pomba no trem Pomba no trem Pomba no trem

:: Ouvindo “Águas de Março” – Elis Regina c/ Tom Jobim ::

Lá vai pomba!¡!

Setembro 20,2007

Ontem, de saco cheio do trabalho, resolvi voltar mais cedo e resolver com calma e paciência umas coisinhas que ficaram pendentes. Andei aqui, apareci ali, falei que estaria em outro setor pra coletar dados para os relatórios e sumi pela porta da rua.
Corri até a estação pra pegar o trem (faltavam uns 3 minutos pra saída dele) e sentei ofegante num banco do 1º vagão, de frente a uma porta. Fechei os olhos e respirei fundo pra recuperar o fôlego gasto. Com os olhos ainda fechados, ouço o maquinista informando que iria iniciar o percurso e estava desejando a todos uma boa viajem. Ao abri-los, encontrei a seguinte cena: uma pomba adentrou no vagão e começava a petiscar uma bolacha que um menino deixou cair enquanto sua mãe o arrastava pra dentro do chão.
Muitos leitores deste sabem que “adoro” pombas e inicialmente pensei em enxota-la, mas como nunca havia presenciado tal cena resolvi apenas observar pra ver até onde se estenderia aquilo.
A dita-cuja andava despreocupada daqui pra lá, petiscando os farelos de bolacha deixados pelo menino como se fosse uma trilha de migalhas de João e Maria. Mas, exatamente como na história infantil, haveria uma bruxa no final, ou melhor, um menino. Talvez, se a história original plagiásse esta versão, seria muito mais engraçada. Eis o que aconteceu: A pomba continuava a comer as migalhas quando o maquinista deu o sinal sonoro para fechar as portas. O menino, sentado a alguns metros dali, virou-se para ver a porta fechando e viu a pomba comer suas migalhas despreocupada. De um salto, desceu do banco e gritou para a mãe “Pomba!” e danou-se a correr atrás da mesma. A pomba por sua vez, vendo o menino se aproximar correndo como se fosse um gigante gritando ‘Fim-fóin-fum’, tentou voar até a porta que se fechava neste instante para fugir. Colidiu com a mesma no instante em que esta se fechava e ainda batia as asas desesperada para fugir daquele ‘gigante’. E aí começou a cena que valeu o dia em risadas: a pomba, em seu desespero, tentou fugir como pôde e durante a fuga alucinada, colidia com as cabeças dos usuários e com as janelas fechadas. Pra piorar a história (ou melhorar), a mãe do moleque saiu correndo atrás de sua cria e quando estava quase alcançando-o, seu salto quebrou e a fulana se esborrachou no chão do trem levando consigo mais umas 3 pessoas. A pomba, por sua vez, ainda tentava de todas as formas debandar-se para fora e voava dentro do vagão se cagando toda.
Cerca de uns trinta segundos depois, o trem diminuia a velocidade para parar na próxima estação. O povo ainda levantava e o menino ainda corria atrás da ave desesperada quando o trem estacionou na plataforma. Ao abrir a porta, a pomba não teve dúvidas: Bateu asas e saiu colidindo com as pessoas que tentavam entrar no vagão pra nunca mais voltar.
Nos segundos que se seguiram, o povo ficou parado na porta sem entrar e sem entender nada: Meia dúzia de pessoas levantando com os joelhos ralados, um menino correndo e uma pomba voando desesperada pela porta afora.
Nisso, o sinal tocou novamente e começou um corre-corre: Uns tentando sair, outros tentando entrar, uns tentando se levantar e outros tentando sentar.
Segundos depois, a porta fecha-se, uns sentam, outros ficam de pé e a cara de desespero e de riso se espalhavam no vagão. A mãe do menino, trazendo-o pela orelha, sentou-se do meu lado e resmungou baixinho, mas suficientemente alto para ouvi-lo: “Claudinho, agora senta aqui e fica quietinho até chegarmos, ou vou te arrancar a orelha…”.
Ele olha pra baixo, morde os lábios, toma fôlego e pede:”Mãe, compra uma pomba pra mim depois?”

Novas categorias

Setembro 19,2007

Olá seres humanos!
Vim hoje lhes trazer uma novidade quentinha: as novas categorias de posts do blog.
Tratam-se de temas que creio serem focos principais dos post que irão ser publicados aqui.
Assim, toda vez que vocês quizerem, basta clicar lá embaixo nas categorias e lerem os posts que forem destinados a elas.
São 7. Minha idéia inicial era escrever um post por dia com um tema diferente, mas como tenho escrito posts (sim! muitos deles já estão semi-escritos) variados e as vezes em seqüência, então será de acordo com o humor do dia.
São elas:
Histórias da vovó: Serão histórias reais e inventadas bem ao estilo “PH” de contar.
Só acontece comigo: Esta sessão (pra quem me conhece, entenderá melhor ainda) é destinada a coisas que até Deus e o Diabo duvidam, mas só acontece com este que vos escreve.
Cotidiano: O próprio nome já fala. Bla-bla-bla do dia-a-dia.
Me and Mister Jones: Coisas e fatos que acontecem com o Raphael e o PH.
Direto do celular: Fotos e comentários bizarros e alucinantes capturados pelas lentes do meu mísero telemóvel.
Músicas, poesias e afins: Sim. Todos tem aqueles dias e momentos que uma música e/ou poemas dizem tudo.
Dia de Shiva: Na tradição hindu, Shiva é um deus destruidor. Na verdade ele destrói para construir algo novo, assim, prefiro chamá-lo de “renovador” ou “transformador”. Tinha escolhido a segunda ou sexta-feira como dia propício para um post em sua homenagem, mas como diz meu irmão: “Tem dia que a noite é fogo”.
Espero que aprovem e me ajudem para que isto dê certo.
Até!

Dá o play Maca!

Setembro 18,2007

Sim, o blog sofreu um update…
As vezes é bom dar uma renovada.
Tenho em mente também muitos projetos de um auto update em mim mesmo, são transformações que se fossem realmente concretizadas melhoraria muito a minha qualidade de vida tanto físico como psicologicamente.
Assim, começa a fase 3.
Pra falar a verdade, estou no finalzinho da fase 2 das mudanças. Foi (ou está sendo) uma fase difícil, tipo prova da NASA, cheio de altos e baixos, perguntas imperguntáveis com respostas vagas e lacônicas, palavras que vem à boca mas são engolidas pra “manter a amizade”. Coisas mil aconteceram neste intervalo de tempo, mas não merecem (será que não?!) que eu as repense e gaste meu Dt escrevendo aqui coisas que você aí, sentado nessa cadeira carcomida onde mora a bunda, esquecerá no tempo de preparo de um miojo.
Mas como não há história sem passado, não vou deixa-lo esquecido, muito menos enterrar as fases anteriores. Vou apenas joga-lo cova abaixo e cobri-lo com uma camada revistas pornô velhas, tipo com a Gretchen e a Dercy Gonsalves na capa. Assim, toda vez que olhar para esta ‘coisa’ coberta com coelhinhas e grama verde-abacate eu me enoje mas também me lembre que tive momentos ‘felizes’.
Como nenhum mestre apareceu para enfrenta-lo no final da fase 1, provavelmente no fim da 2 também não apareça. Como ambas foram nível hard-halls preto, acho que a 3 será uma fase bônus, liga, tipo aquelas em que o Super Mario só pega moedinha, se dá bem pra caramba, vai pro bar, enche a cara, pega todo mundo, gasta tudo e acorda num domingo de manhã ensolarado com 2 mina sua cama.
Quero mais o que depois disso?¿
Bom, se você andava numa fase meio trevas, mas tá começando a se dar bem, pega o segundo controle aí e aperta START. Bóra embarcar nessa estradinha de tijolos amarelos chamada vida e ver que bicho vai dar no final.

 :::: Ouvindo: Vanessa da Mata & Ben Harper – Boa Sorte/ Good Luck ::::

Em reformulação…

Setembro 12,2007

De volta a labuta em 6 dias… Aguardem!¡!
=P